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- A imagem foi feita para ilustrar a capa de um possível livro de contos de terror, a pedido de um paciente da clínica, Luiz Fernando, a partir da própria imagem dele, numa releitura de Frankenstein. A idéia era estruturar a imagem sob o prisma das clonagens humanas, fazendo um pararelo entre o eterno desejo do homem em imitar Deus no ato de criação de suas criaturas. Porém, isso não foi aceito por Luiz Fernando, pois ele queria que a imagem estivesse visivelmente associada com a imagem criada pelo cinema, não me permitindo explorar novas interpretações, como eu gostaria de ter feito, usando uma imagem mais contemporânea da criação de vida em laboratórios, através da clonagem de seres...
Entretanto, apesar de meio caricato, eu gostei do resultado e pretendo explorar mais essa idéia.
Sobre a historia original, transcrevo o texto abaixo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frankenstein
Frankenstein
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Se procura o filme de 1931, consulte Frankenstein (1931).
Interpretação da aparência clássica dada à criatura pelo cinema. A cicatriz na testa e os parafusos no pescoço não são descritos no livro.
Frankenstein ou o Moderno Prometeu (
Frankenstein; or the Modern Prometheus, no original em
inglês), mais conhecido simplesmente por
Frankenstein, é um
romance de
terror gótico com inspirações do movimento
romântico, de autoria de
Mary Shelley, escritora
britânica nascida em
Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um
monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre
1816 e
1817, e a obra foi primeiramente publicada em
1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em
1831, como a definitiva.
O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental.
Enredo
O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão R. Walton para sua irmã enquanto ele está ao comando de uma expedição náutica que busca achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar se congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando em um trenó puxado por cães. A seguir o mar se agita, liberando o navio, e em uma balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã. A história do capitão Walton é chamada de narrativa moldura (as vezes também narrativa quadro), onde uma história contém outra.
Victor Frankenstein começa contando de sua infância em
Genebra como filho de um aristocrata
suíço e adolescência como estudante autodidata dedicado e talentoso. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba estudando livros de mestres
alquimistas, especialmente
Cornélio Agripa,
Paracelso e
Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando seus pais enviam-no para estudar na Universidade de
Ingolstadt, na
Alemanha. Porém, antes da partida sua mãe contrai
escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.
Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas
ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda febrilmente e acaba encontrando o segredo da geração da
vida, o qual se recusa a detalhar ao seu interlocutor, o capitão Walton.
Frankenstein então dedica-se a criar um
ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado por seu amigo Clerval, que viera a Ingolstadt estudar. Exausto, sucumbe à febre, sendo cuidado por seu amigo pelos meses seguintes, até seu reestabelecimento.
Victor Frankenstein recebe uma
carta de seu pai relatando o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo a sua volta. Ao chegar em Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada a morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a se sentir culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passarão a lhe torturar.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o
Monte Branco. Durante a subida, é encontrado por sua criatura, que é surpreendentemente articulada e eloqüente. O monstro conta sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então eventualmente esconde-se no depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma
família pobre de ex-nobres, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia de um pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita espionando as aulas que davam à noiva
árabe do irmão, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar a família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana. A criatura torna-se amargurada e resolve procurar seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos.
Ao chegar em Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a
humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas
sul-americanas. Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, partindo com Clerval para a Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na
Grã-Bretanha, Frankenstein vai para uma ilha, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, ele muda de idéia, temendo criar uma raça de monstros, e destrói a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura se vingar. Em seguida assassina Clerval. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é inocentado por possuir um forte álibi. Seu pai vem lhe buscar e ambos retornam à Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, fica vigiando a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba morrendo. O capitão Walton então surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein, pranteando seu criador. Ela diz para Walton que não havia mais o que temer pois seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu ir ao extremo Norte e lá ela cometeria o suícidio trazendo paz aos humanos.
Origens
Em
1815 o
Monte Tambora na ilha de
Sumbawa, na atual
Indonésia, entrou em erupção. Como consequência, um milhão e meio de toneladas de poeira foram lançadas na atmosfera, bloqueando a luz solar, deixando o ano de 1816 sem verão no
hemisfério norte.
Neste ano, Mary Shelley, então com 19 anos e ainda com o nome de solteira Mary Wollstonecraft Godwin, e seu futuro marido,
Percy Bysshe Shelley, foram passar o verão a beira do
Lago Léman, onde também se encontrava o amigo e escritor
Lord Byron. Forçados a ficar confinados por vários dias em ambiente fechado pelo clima hostil anormal para a época e local, os três e mais outro hóspede, o também escritor
John Polidori, passavam o tempo lendo uns para os outros historias de horror, principalmente histórias de fantasmas alemãs traduzidas para o francês.
Eventualmente Lord Byron propôs que os quatro escrevessem, cada um, uma história de fantasmas. Byron escreveu um conto que usaria em parte mais tarde na conclusão de seu poema Mazzepa. Inspirado por outro fragmento de história de Byron desta época, Polidori mais tarde escreveria o romance “
O Vampiro”, que seria a primeira história ocidental contendo o vampiro como conhecemos hoje, e que décadas depois inspiraria
Bram Stoker no seu
Drácula. Porém, passados vários dias, Mary Shelley ainda não conseguira criar uma história. Eventualmente ela veio a ter uma visão sobre um estudante dando vida a uma criatura. Essa visão tornou-se a base da história de Frankenstein, a qual Mary Shelley veio a desenvolver em um romance, encorajada pelo seu futuro marido.
Desta forma, é curioso notar que o Frankenstein e o Vampiro vieram a ter sua gênese literária na mesma ocasião.
Shelley relatou sua versão da gênese da história no prefácio à terceira edição de seu romance.
O nome da criatura
Embora a cultura popular tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, “demônio”, “desgraçado” por seu criador. Após o lançamento do filme
Frankenstein em
1933 o público passou a chamar assim a criatura. Isso foi adotado mais tarde em outros filmes. Alguns argumentam que o monstro é, de certa forma, um “filho” de Victor, e portanto pode ser chamado pelo mesmo sobrenome.
Frankenstein é o antigo nome de uma antiga cidade na
Silésia, local de origem da família Frankenstein. Mary Shelley teria conhecido um membro desta família, o que possivelmente influenciou sua criação.
Edições
Mary Shelley completou o romance em 1817 e
Frankenstein ou o moderno Prometeu foi publicado em
1 de janeiro de 1818 por uma pequena editora de
Londres, a Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones, após ter sido rejeitada por duas outras editoras. A publicação não continha o nome da autora, somente um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas somente 500 cópias.
Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso de público quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro e a obra foi traduzida para o
francês.
A segunda edição de
Frankenstein foi publicada em
11 de agosto de
1823 em dois volumes, desta vez com o crédito como autora para Mary Shelley.
Em
31 de outubro de 1831 a editora Henry Colburn & Richard Bentley lançou a primeira edição popular em um volume. Esta edição foi significativamente revisada por Mary Shelley, e continha um novo e longo prefácio escrito por ela, relatando a gênese da história. Esta edição é a mais conhecida e mais usada como base para traduções.
Temas
Frankenstein aborda diversos temas ao longo do texto, sendo o mais gritante a relação de criatura e criador, com óbvias implicações religiosas. Uma influência notável na obra é o poema
Paraíso Perdido de
John Milton, que aborda a criação do homem e sua subseqüente queda. A influência torna-se explícita tanto através da
epígrafe que cita três versos do poema, quanto aparecendo diretamente em Frankenstein: é um dos livros que a criatura lê.
A queda, ou a ruína, está bastante presente no livro de Shelley, que traça a destruição física e moral de Victor Frankenstein, e é aludida não só nas citações de
Paraíso Perdido, como no próprio título da obra:
O Moderno Prometeu.
Prometeu é um personagem da
mitologia grega, um
titã que, ao roubar o segredo do fogo, o qual era reservado aos deuses, para doá-lo a humanidade, é severamente punido por Zeus. O paralelo com a trajetória de Victor Frankenstein é direto, e o livro deixa claro que o segredo da criação da vida a partir de matéria inanimada é de natureza divina.
O poder exercido pela humanidade sobre a
Natureza através da ciência e da tecnologia é outro tema principal da obra, e encaixa-se no espírito da época, o estágio inicial da
Revolução Industrial.
Outros temas são abordados com menos ênfase. A amizade verdadeira é tratada, com o Capitão Walton desejando tornar-se amigo de Victor, e Victor elaborando sobre ela ao se referir a sua amizade com Clerval.
Preconceito, ingratidão e injustiça também estão presentes. A criatura é sempre julgada por sua aparência, e agredida antes de ter uma chance de se defender. Em um episódio, o monstro salva uma garotinha inconsciente e, ao tentar devolvê-la para seu pai, é baleado e acusado de tê-la agredido. A inveja também aparece, ao subverter os bons sentimentos iniciais do monstro.
A expressão do sublime através da grandiosidade da Natureza é um tema caro ao
Romantismo, e aparece em Frankenstein nas descrições das grandes planícies de gelo e das paisagens da
Europa.
Por fim, a inevitabilidade do destino, tema muito desenvolvido na literatura clássica, é constatemente aludida ao longo do romance, que é uma obra que se presta a múltiplas interpretações e leituras.
Adaptações
O romance foi primeiramente adaptado para o
teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo
rádio,
televisão e
cinema, além de
quadrinhos.
Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley.
A primeira adaptação para o cinema foi feita pelos Edison Studios em
1910. Foi produzida por
Thomas Edison e trazia
Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em
1931 pela
Universal Pictures, dirigida por
James Whale, com
Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, parafusos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados (apesar do livro descrever a criatura como extremamente ágil). Este filme tornou-se um clássico do cinema.
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em
1943 o personagem foi vivido por
Bela Lugosi em
Frankenstein Encontra o Lobisomem. Já em
1969 foi a vez de
Peter Cushing estrelar a versão do diretor
Terence Fisher que levou o título de
Frankenstein tem que ser Destruído. Na
década de 80 o personagem voltaria em dois filmes:
Frankenstein do diretor
James Ormerod e
Gothic de
Ken Russell.
Em
1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por
Kenneth Branagh de nome
Mary Shelley's Frankenstein (veja a
entrada IMDb), com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein,
Robert De Niro como a criatura e
Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original.
As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura
trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro.
O romance
Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme
Edward Mãos de Tesoura (
1990), de
Tim Burton.
Ligações externas